PROGRAMAÇÃO

Palestrantes nacionais e internacionais

29 DE JULHO

Néstor García Canclini é professor emérito da Universidade Metropolitana Autônoma do México e pesquisador emérito do Sistema Nacional de Pesquisadores do México. Obteve a bolsa Guggenheim, o Prêmio Casa das Américas e o Prêmio Livro da Associação de Estudos Latino-Americanos por “Culturas Híbridas”, considerado em 1992 o melhor livro sobre a América Latina. Ele foi professor nas universidades de Austin, Duke, Stanford, Barcelona, Buenos Aires e São Paulo. Seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, italiano, português e coreano. Entre seus livros traduzidos para o português incluem-se: “A sociedade sem relato. Antropologia e estética dá iminencia”, publicada pela editora EDUSP e “Diferentes, Desiguais e desconectados: mapas da interculturalidade”, pela Editora UFRJ. Seus livros mais recentes são “O mundo inteiro como um lugar estranho” (Gedisa) e o romance “Pistas Falsas” (Sexto Piso). Autor de diversos livros, seu mais recente é A sociedade sem relato: Antropologia e estética da iminência.

Moacir dos Anjos é PhD em economia pela University of London e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. Desde 2009, coordena o projeto de exposições Política da Arte. Dirigiu o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM, foi pesquisador visitante no centro de pesquisa TrAIN – Transnational Art, Identity and Nation, University of the Arts London (2008-2009). Foi curador do pavilhão brasileiro na 54ª Bienal de Veneza, curador da 29ª Bienal de São Paulo, co-curador da 6ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, e curador do 30º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna, São Paulo. Foi curador das mostras Cães sem Plumas (2014), no MAMAM,  A Queda do Céu (2015), no Paço das Artes, e Adornos do Brasil Indígena – Resistências Contemporâneas (2016), no SESC Pinheiros, ambos em São Paulo; Emergência (2017), no Galpão Bela Maré, e Quem não luta tá morto – Arte democracia utopia (2018), no Museu de Arte do Rio, ambos no Rio de Janeiro, além de Bandeiras da Revolução – Pernambuco 1817 – 2017 (2017) e Raça, classe e distribuição de corpos (2018), ambas na Fundação Joaquim Nabuco. Publica regularmente em revistas acadêmicas e catálogos de exposição, além de escrever coluna bimestral no site da Revista Zum. É autor dos livros Local/Global. Arte em Trânsito (Zahar, 2005), ArteBra Crítica (Martins Fontes / Automática, 2010) e Contraditório. Arte, Globalização e Pertencimento (Cobogó, 2017), além de editor de Pertença, Caderno_SESC_Videobrasil 8, São Paulo (SESC/Videobrasil, 2012).

30 DE JULHO

Nathalie Moureau é professora de economia da cultura e vice-presidente de Cultura da Universidade de Paul Valery Montpellier, na França. Ela publicou diferentes livros e vários artigos sobre o mercado de arte contemporânea. Ela também realizou várias pesquisas para o Ministério da Cultura e Comunicação da França. Entre suas recentes publicações “Marciano A., Moureau N. (2016), Museus, Direitos de Propriedade e Fotografia de Obras de Arte, Por que a Reprodução Deve Ser Livre?”, Revista de Pesquisas Econômicas sobre Direitos Autorais, 13 (1), 1-28; “Colecionadores de Arte Contemporânea: as influências inesperadas nas cenas de arte” [CE-2015-1] DEPS (em colaboração com D. Sagot-Duvauroux e M.Vidal). Mais informações no site: http://art-dev.cnrs.fr/index.php/moureau-nathalie

Maria Lucia Bueno Ramos é professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde atua nos Programas de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens e em Ciências Sociais. Realizou estágios de pesquisa como professor visitante em instituições estrangeiras, entre as quais, a EHESS e a Université Paris 8, em Paris, a New School for Social Research, em Nova York. Com pesquisas nas áreas de sociologia da cultura e da arte, e história social da arte, é coordenadora do grupo de pesquisa Cultura e Artes Visuais e membro do comitê editorial da Revista Nava (PPG-ACL/UFJF). É autora de Artes Plásticas no Século XX: Modernidade e Globalização (Campinas, São Paulo: Editora da Unicamp/IMESP/FAPESP, 2001) e Sociologia das Artes Visuais no Brasil (São Paulo: Editora do Senac, 2012). Artigos recentes: Une modernité brésilienne: art et marché de lárt à São Paulo et Rio de Janeiro au millieu du XX siècle. Sociologie de l’art, OPUS, no. 22, 2014, p.113-137; Da gastronomia francesa à gastronomia global: hibridismos e identidades inventadas. Caderno CRH, v.29, no. 78 – set/dez 2016, p.443-462e Moda, gênero e ascensão social. As mulheres da alta-costura: de artesãs a profissionais de prestígio. Revista Dobras,vol.11, no.24, novembro de 2018, p. 103-130.

31 DE JULHO

Paul O’Neill é um curador, artista, escritor e educador irlandês. É diretor artístico da PUBLICS, agência de curadoria, espaço para eventos e biblioteca em Vallila Helsinki. Entre 2013 e 2017, foi diretor do Programa de Pós-Graduação do Centro de Estudos Curatoriais (CCS) do Bard College. Foi co-curador de mais de 60 projetos curatoriais em todo o mundo, como os recentes: We are the (Epi)center, P! Gallery, New York (2016), We are the Center for Curatorial Studies, Hessel Museum, Bard College (2016-17). É co-editor do livro Curating After the Global; Roadmaps to the Present, MIT Press, CCS bard e LUMA Foundation, Arles 2019. Foi professor visitante no Programa Curatorial de Appel, Amsterdã, de 2005 a 2017, e pesquisador internacional da Escola de Graduação de Artes Criativas e Mídia, Dublin, entre 2010 e 2013. É colaborador regular da Art Monthly. É editor de resenhas da Art and the Public Sphere Journal e co-editor da série Afterall’s Exhibition Histories, co-editor de Curating and the Educational Turn (2010), e Curating Research (2014). Publicou How Institutions Think: Between Contemporary Art and Curatorial Discourse (The MIT Press), 2017, e The Curatorial Conundrum: what to study? What to research? What to practice? (The MIT Press), 2016.

Mônica Hoff é artista, curadora e pesquisadora. Doutoranda em Processos Artísticos Contemporâneos no PPGAV/UDESC. Coordenou o projeto educativo em três edições da Bienal do Mercosul e foi curadora adjunta na nona edição. Co-coordena o Laboratório de Curadoria, Arte e Educação, com edições realizadas em várias capitais brasileiras. Co-dirige o Espaço Embarcação, em Florianópolis, desenvolvendo os projetos Oficina Pública de Perguntas e La Grupa. Tem realizado conferências, workshops e publicações em instituições como Matadero Madrid, Museo Picasso Málaga, Liverpool Biennial, Bienal de Cuenca, Bienal da Bahia, Colección Cisneros, New Museum/NY, De Appel Arts Centre, NC-Arte, Alumnos 47, Museu de Arte do Rio (MAR), Escuela de Garaje – Laagencia, 32a Bienal de São Paulo, MASP, Fondazione Antonio Ratti, FelipaManuela, Museo Thyssen-Bornemisza, Museo Reina Sofía, MACBA, MALBA, Parque Lage, MUAC, Bienal FEMSA, Itau Cultural. Co-organizou a publicação “Pedagogia no Campo Expandido”, com Pablo Helguera, em 2011; e “A Nuvem e Manual para curiosos, ambos com Sofía Hernandez Chong Cuy, em 2013.


PROGRAMAÇÃO

PRIMEIRO DIA | 29 DE JULHO – SEGUNDA-FEIRA

12h às 13h

Inscrições


13h às 15h

MESA 1

A produção artística “socialmente engajada”
e suas abordagens críticas
Paola Fabres – USP

MESA 2

A artista, o museu e o colecionador: as pinturas de Eleonore Koch na coleção Theon Spanudius
Barbara Carneiro – USP


O mercado de arte e o belo contemporâneo: uma análise de “Tresures from the Wreck
of the Unbelievable”
Giovanna Restivo – UFJF


Galeria de Arte das Folhas (1957-1962) e a Bienal de São Paulo: da contestação à legitimação
Fernando Oliveira Nunes de Souza – USP


Da melancholia ao cinismo: crítica institucional em tempos de mercado global
Daniel Escobar – UFRGS


A história da arte da coleção do Palácio do Itamaraty
Breno de Faria – USP


Mediação: Bruna Fetter


Mediação: Nei Vargas


15h às 16h

Coffee break


16h às 18h

MESA 3

As identidades importam?
Rosa Maria Blanca – UFSM

MESA 4

Viver o precário: Hélio Oiticica e a “virada pública” de sua arte
Maria Helena Cavalheiro – USP

MESA 5

Um problema de gênero:
Aracy Amaral e o artigo “Brasil: A Mulher nas Artes”
Talita Trizoli – USP


Imagens que não se parecem com arte: estética do neutro na fotografia contemporânea
Camila Schenkel – UFRGS


O homem da Hiléia de Claudia Andujar e George Love e o espetáculo cordial da exposição Image du Brésil de 1973 em Bruxelas
Vitor Marcelino – USP


Arte tem gênero? Coleção de Arte da Cidade de São Paulo
Cristina Susigan – Santa Marcelina e Elidayana Alexandrino – pesquisadora independente


Plas Ayiti (projeto neon): uma política das imagens na esfera pública
Felipe Cardoso de Mello Prando – UFPR


Imagens de sonhos – Claudia Andujar, George Love e o audiovisual no MASP
Thais Camargo – USP


Criatividade e parceria íntima: Maria Leontina e Milton Dacosta
Priscila Sacchettin – USP


Mediação: Igor Simões


Mediação: Renata Zago


Mediação: Ana Simioni


18h às 19h

Coffee break e lançamento do livro Reflexões de Néstor García Canclini sobre as políticas culturais


19h às 21h

Globalização e desglobalização: aprendendo a fazer arte com perguntas contraditórias
Néstor Garcia Canclini – UAM

Resumo: Em poucos anos, a ordem de abrir fronteiras e o fascínio de se conectar com o distante foram transformados em desejos de desglobalização. Muitos países voltam-se novamente a suas economias e culturas.
As tecnologias digitais nos informam globalmente e redistribuem o acesso a bens e criatividade, mas a desigualdade, as fake news e seus usos pelas grandes corporações nos fazem duvidar de nosso lugar entre
essas contradições. Como os latino-americanos enfrentam os caprichos dessa geopolítica tão incerta? Mais do que um olhar desde o sul, talvez organizemos
as perguntas de outras maneiras. Como situar bienais, museus e projetos artísticos neste jogo entre localizações e desglobalizações?

Distribuição de corpos e representação das sobras no Brasil contemporâneo
Moacir dos Anjos – FUNDAJ

Resumo: O Brasil é um país fundado em atos de violência cometidos pelos colonizadores europeus contra os povos indígenas e contra a população negra trazida à força da África e escravizada. É um país que se institui ancorado no racismo. Essa violência, sempre atualizada, promove uma assimétrica distribuição de corpos brancos, negros e mestiços em lugares de lazer, moradia e trabalho, na qual os primeiros possuem poder de movimento e de mando, enquanto os demais são submetidos, por meios diversos, a um regime de circulação regrada e de obediência às ordens dadas. Distribuição hegemônica de corpos por muito tempo reproduzida e confirmada na produção e na composição do campo das artes visuais no Brasil. Criações recentes sugerem, contudo, estar-se constituindo, naquele campo excludente, e em sintonia com transformações em curso em outros cantos, uma representação das sobras, a qual nomeia danos e reclama a condição de parte para aquilo que é considerado resto, redistribuindo, em novos lugares simbólicos, os corpos que habitam o país.

Mediação: Maria Amélia Bulhões

SEGUNDO DIA | 30 DE JULHO – TERÇA-FEIRA

10h às 12h

MESA 6

Arte decolonial: práticas artísticas contemporâneas dos “povos de terreiro” da Amazônia brasileira
Claudete Nascimento Machado – UNIFAP

MESA 7

Arte, gênero e domesticidade: entre o trabalho doméstico, o fazer artístico e estudo do projeto Prisão Domiciliar
Manuela Leite – USP

MESA 8

Uma moeda, duas faces: liberalismo e o que hoje entendemos como arte
Cristiane Marçal – UFRGS


Além da derivação e do anacronismo: reformulando as modernidades do Sul na história da arte
Sabrina Moura – UNICAMP


Feminismo, exposições e derivas presentes: a presença de mulheres artistas na arte contemporânea
Anelise Alvarez – UFRGS


Sistema teatral brasileiro: sob a perspectiva do Oi Nóis Aqui Traveiz
Michele Rolim – UFRGS


Sonhos xamânicos: diálogos entre Claudia Andujar e Davi Kopenawa
Ana Carolina Moraes – UNICAMP


“Woman-closet” ou “closet-woman”? Entre uma objetificação do corpo e uma humanização do objeto
Vanessa Rebesco – UNICAMP


“Gasolina neles!”. Estéticas do inquietante na musica popular no Brasil pós-2013 a partir do coletivo musical Teto Preto
Renato Gonçalves Filho – USP


Mediação: Ilana Goldstein


Mediação: Talita Trizoli


Mediação: Dayana de Cordova


12h às 14h

Intervalo


14h às 16h

MESA 9

Mulheres artistas nas Bienais de São Paulo: 2006-2016
Renata Zago – UFJF

MESA 10

Situações na sociedade
do espetáculo: 4 dias, 4 noites e Não-Happening
Anelise Tietz – UFRJ

MESA 11

Artistas do futuro: a produção artística contemporânea de robôs artísticos e a relação entre arte e tecnologia
Pamella D’Ornellas – UMESP


Serie “Sobras” de Geraldo de Barros: novas evidências para mapear seu trabalho
Maíra Vieira de Paula – USP


História da arte e cultura visual: articulações conceituais entre os discursos contemporâneos
Milena Duarte Corrêa – UFSM


Cubo branco, caixa preta, plataformas radiantes: portabilidade e experiência estética da arte por meio de aparatos reticulares
Daniel Hora – UFES


Para além do cânone: artistas Pop latino-americanas das décadas de 1960 e 1970
Carolina Vieira Filippini Curi – UNICAMP


Estética e juízos de valor: reações à arte contemporânea e o discurso moral
Sara Andrade Silva – UFRJ


Excellences & perfections: potencialidades na obra de Amália Ulman
Isadora Marília de Moreira Almeida – UFJF


Mediação: Maria de Fátima Moretthy


Mediação: Bianca Tinoco


Mediação: Paola Fabres


16h às 16h30

Coffee break


16h30 às 18h30

MESA 12

Rio-São Paulo + Brasília: as obras de arte do Palácio Itamaraty e a formação de um sistema de arte no Brasil
Leandro Leão – USP

MESA 13

O leão da discórdia: apontamentos sobre a cobertura jornalística não-especializada no caso do monumento “Obelisco Leonístico”
Sandro Ouriques Cardoso – UFRGS


Um colecionador e seu holograma: reflexões sobre mecenato e colecionismo
Dayana de Cordova – pesquisadora independente


O Festiva Verbo e sua contribuição para a inserção da perfomance no mercado de arte
Bianca Tinoco – UnB


Introdução ao estudo dos museus e coleções corporativas na era das economias estéticas: interações entre a indústria da moda e o mercado de arte contemporânea, uma perspectiva sociológica
Henrique Grimaldi Figueiredo – UNICAMP


Processos insurgentes de subjetividade e cartografias afetivas pela arte
Ariane Oliveira – UFRGS


Mediação: Nei Vargas


Mediação: Maria Amélia Bulhões


18h30 às 19h

Coffee break


19h às 21h

Colecionadores de arte, do outro lado do espelho
Nathalie Moureau – UPVM

Resumo: Desde as pesquisas pioneiras da socióloga Raymonde Moulin sobre o mercado de arte contemporânea (1967), é bem conhecido que os valores da arte emergem das ações combinadas de diferentes agentes – comumente chamados de autoridades legitimadoras. Suas interações ocorrem dentro de uma rede que envolve tanto o mercado quanto instituições. Enquanto o par formado por curadores-galeristas foi o principal ator nos anos 60, colecionadores – e especialmente – grandes patronos passaram a ocupar uma posição crescente desde a virada do milênio. Nesta comunicação, Moureau propõe analisar como colecionadores podem influenciar o valor artístico e econômico, usando resultados de uma pesquisa realizada na França para esclarecer não apenas o papel desempenhado pelos maiores colecionadores (com altos recursos financeiros), mas também pelos menos poderosos.

Coleções e arquivo como agentes de mundialização. O caso da arte brasileira nas coleções latino-americanas nos Estados Unidos
Maria Lucia Bueno – UFJF

Resumo: O objetivo desta reflexão é tecer algumas considerações, a partir de pesquisa em curso, sobre a dinâmica dos mecanismos de legitimação e consagração da produção artística no contexto mundializado (da arte moderna
e da arte contemporânea), destacando o papel preponderante que as coleções e os arquivos desempenham nesse movimento. A organização de coleções, articuladas a arquivos, constroem memórias, narrativas e interpretações que interferem
no sistema de recepção da arte, afetando diretamente a construção dos valores simbólicos, históricos e econômicos vigentes. Desde os anos 1990, identificamos um protagonismo, cada vez mais evidente, dos colecionadores privados no interior do mundo da arte, com impactos sobre validação de novas correntes e nichos de produção. O processo de inserção de segmentos da produção artística brasileira na esfera do mundo da arte global, a partir de coleções de arte latino-americanas baseadas nos Estados Unidos, é uma amostra reveladora desse fenômeno, que será examinado a partir de dois exemplos: a coleção Cisneros e a coleção Halle.

Mediação: Ana Paula Simioni

TERCEIRO DIA | 31 DE JULHO – QUARTA-FEIRA

10h às 12h

MESA 15

Dominique Gonzalez-Foerster: Chambre, Atomic Park, Desert Park, Empty Park
André Arçari – UFES

MESA 16

A União Panamericana e a Bienal de São Paulo: a difusão de um conceito de “arte latino-americana” no Brasil dos anos 1950/60
Maria de Fátima Morethy Couto – UNICAMP

MESA 17

Experimentações institucionais no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) durante a gestão de Manuel Borja-Villel como diretor (1998-2008)
Nicole Marziale – USP


Artista em residência: criação e crítica na conexão latino-americana
Lilian Maus Junqueira – UFRGS


Zonas de Convergências e Divergências entre as práticas artísticas, educativas e ditatoriais na Bienal do Mercosul
Diana Kolker Cunha – Museu Bispo do Rosário


Estímulos curatoriais: provocando a expressão do vernáculo digital em contextos institucionais
Gabriel Menotti – UFES


Arte Ocupação: práticas artísticas e a inveção de modos de organização
Ana Emília Jung – USP


Narrativas do Centro Cultural Videobrasil: relações entre tecnologia e a cultura atual
Thamara Venâncio de Almeida – UFJF


O Ativismo Institucional, as artes visuais e a redemocratização brasileira: em busca de um espaço para o contemporâneo
Fabrícia Jordão – UFPR


Mediação: Gustavo Torrezan


Mediação: Tadeu Chiarelli


Mediação: Anelise Alvarez


12h às 14h

Intervalo


14h às 16h

MESA 18

Racialização e Essencialização: Perversidade e Racismo nos Enquadramentos de Negros e Negras nas Artes Visuais Brasileiras
Igor Simões – UERGS

MESA 19

Ocupação, arte e resistência: estratégias políticas em práticas culturais e artísticas
Francine Nunes da Silva – PUC/SP


Arte e poder: a institucionalização da arte africana e afro-brasileira
Ines Linke – UFBA
Uriel Bezerra – UFBA


MASP e o popular: as ações do museu em 2016
Yasmin Fabris – UFPR
Ronaldo de Oliveira Corrêa – UFPR


A curadoria política de Okwui Enwezor e a expansão das narrativas da história da arte na virada do século XXI
Sandra Salles – UNICAMP


Entre exposições e obra: articulações da arte política no Brasil
Karina Nery – UFRGS
Guilherme Jesus – UFRGS


A Música como Epistemologia Contrahegemônica e Decolonial
Fábio dos Passos Carvalho – UFSJ


Mediação: Fabrícia Jordão


Mediação: Maurício Trindade


16h às 16h30

Coffee-break


16h30min às 18h

Por que organizar um evento sobre relações sistêmicas da arte?
Andrea de Araújo Nogueira – Sesc
Ana Paula Simioni – USP
Bruna Fetter – UFRGS
Maria Amélia Bulhões – UFRGS
Nei Vargas da Rosa – UFRGS


18h às 18h15

Coffee-break


18h15 às 20h15

Quando a arte se torna exibição: exposição como forma de escape
Paul O’Neill – PUBLICS

Resumo: Através desta palestra performativa, Paul O’Neill refletirá sobre sua prática curatorial, o fazer curatorial coletivo e o público como um readymade construído. Tomando um projeto de exposição recente “Nós somos o centro dos estudos curatoriais”, Museu Hessel, 2016-17 como ponto de partida, esta palestra reflete sobre estudos curatoriais e estende uma concepção da curadoria para levar em conta múltiplos locais de contato, assemblages e a junção de diversos corpos e sujeitos, bem como suas conexões discursivas. Ao fazê-lo, abre um conceito de formação da “exposição” em si como um modo potencial de ação investigativa em seu próprio processo de vir a ser.
O’Neill continuará a explorar como os diferentes pontos de contato são possíveis quando a exposição se torna uma forma de escape tanto para a obra de arte, quanto para o espectador. Aqui, O’Neill identifica a fuga como um conceito-chave para a curadoria que se define como um ato de libertação – de algo, de algum lugar, de alguém – acompanhado pelo desejo de ser transformado. O escape implica que a própria linguagem seja cúmplice da nossa necessidade de poder, pelo menos, imaginar-nos em outro lugar, no sentido futuro. Como pode uma linguagem de exposições, portanto, nos permitir pensar atentamente sobre a fuga como uma forma curatorial de “expor”, e como um espaço de transformação para a arte?

Que outro fim do mundo é possível e o que a arte, a educação e nós todxs temos que ver com isso?
Mônica Hoff – UDESC

Resumo: A ultra-direitização do mundo, o aparente regresso de um fascismo que em realidade nunca se foi, as medidas antidemocráticas, o racismo, a misoginia, as pedagogias da crueldade, a legitimação da violência, os memes, as fake news, os acordos políticos, os acordos estéticos, os acordos comerciais, a neoevangelização, o anti-colonialismo, o ódio, a empatia branca, a militarização, a redistribuição da violência, o bio-poder, a “bio-lência”, a criminalização dos movimentos sociais, a água, a Amazônia, a educação, as universidades públicas, os guarani, os araweté, as mona, as mina, as mana, as preta, as trava, a arte, as contrapedagogias, el elefante
en el salón. Em tempos tão impressionantes, e contraditórios, como o que estamos vivendo – de visível politização da arte e estetização da política mas, principalmente,de uma superestetização da arte como política – como podemos nos situar desde nossas práticas
e como construir pensamento crítico e espaços de resistência no campo da arte sem cair em lógicas de dominação, despojo e superexposição? É realmente possível estar taticamente dentro e estrategicamente fora? Como não negociar o inegociável? Como atuar desde as contrapedagogias do poder? Que outro mundo (da arte) é possível, e como podemos nos  situar? Em sua conferência, Mônica Hoff fará uma reflexão sobre a importância política da arte como um lugar de desaprendizagem, tomando como ponto de partida a sua relação com as pedagogias do poder, as pedagogias libertadoras ou críticas e as contrapedagogias.

Mediação: Andrea de Araújo Nogueira


20h15 às 21h30

Coquetel de encerramento

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